Tratamentos

ATM


ATM significa Articulação Temporomandibular, a “junta” que articula o crânio com a mandíbula. É responsável por promover a abertura e fechamento da boca, auxiliando nas funções de mastigação, deglutição, fonação e respiração. Existem diversos fatores que podem desencadear algum tipo de disfunção da ATM: patologia, trauma, infecção, hábitos parafuncionais como bruxismo (condição que a pessoa range e aperta os dentes), roer as unhas, mascar chiclete. Os sinais e sintomas observados em portadores de disfunção da ATM incluem: - Dores de cabeça e ouvido; - Dor ao abrir muito a boca ou ao mastigar; -"Clique" ou sensação de desencaixe ao abrir e fechar a boca; - Maxilares que travam ou saem do lugar; - Mudança brusca no encaixe dos dentes superiores e inferiores; Para tratamento efetivo das disfunções da ATM é necessário um diagnóstico correto. A maioria dessas condições são tratadas de forma conservadora através de fisioterapia, placa oclusal e medicação. Porém, em casos refratários aos métodos conservadores, procedimentos minimamente invasivos (artrocentese/artroscopia) e cirúrgicos podem ter indicação.




TERCEIRO MOLAR (dente do siso)


Os dentes do siso (terceiros molares) são os que mais sofrem com a falta de espaço para erupção na cavidade oral. Por isso, grande parte desses dentes encontram-se inclusos ou semi-inclusos. Toda vez que esse dente não atingir a posição ideal para sua manutenção, ele deverá ser removido (exceto em situações com contraindicação cirúrgica, proximidade a estruturas nobres ou risco elevado de complicações). A não remoção desses dentes pode acarretar problemas como infecção (pericoronarite), doença periodontal e cárie no dente adjacente, patologias associadas (cistos e tumores) e reabsorção radicular. A idade ideal para remoção dos dentes do siso é por volta dos 16 aos 18 anos, em que as raízes do dente não estão totalmente formadas, o procedimento é menos traumático e a recuperação pós-operatória melhorada.




IMPLANTE DENTÁRIO / ENXERTO ÓSSEO


Implante dentário é um “pino” de titânio posicionado cirurgicamente no osso abaixo da gengiva, que permite a fixação da prótese dentária. Com os implantes é possível reabilitar a falta de dentes de forma fixa, com estabilidade, conforto e segurança, melhorando a função mastigatória e a qualidade de vida do paciente. Não é necessário desgastar dentes saudáveis para suportar uma prótese fixa (“ponte”), e além disso os implantes restauram o estímulo sobre o osso, preservando-o em volume e qualidade. Para receber um implante, é preciso ter gengivas saudáveis e osso adequado para sustentá-lo. Quando este osso não está presente recorremos aos enxertos ósseos para reconstrução do defeito, permitindo assim a instalação dos implantes. O tratamento com implantes geralmente é dividido em 3 fases: 1) Fase cirúrgica: cirurgia para instalação do implante. 2) Reabertura: após 4 a 6 meses de cicatrização do implante, fazemos a instalação do pino cicatrizador da gengiva. 3) Fase Protética: após 15 a 20 dias para cicatrização da gengiva, damos início à confecção da prótese sobre o implante. CARGA IMEDIATA: Em casos selecionados, existe a possibilidade de confecção da prótese logo após a instalação do implante, sem necessidade de aguardar o tempo de cicatrização, com benefício estético imediato. Para isso, precisamos de qualidade e quantidade óssea suficientes para travamento do implante e colaboração do paciente quanto aos cuidados com a mastigação e higiene. Indicamos esse tipo de reabilitação principalmente para casos de implante em região anterior com alta demanda estética e edentulismo total inferior (mandíbula). ATENÇÃO: O implante dentário é sim o melhor tratamento reabilitador para dentes ausentes, porém o seu sucesso requer cuidados por parte do paciente. O comprometimento em relação à manutenção da saúde bucal, através de higiene oral cuidadosa e visitas regulares ao dentista, é essencial para a longevidade dos implantes.




CIRURGIA ORTOGNÁTICA


A Cirurgia Ortognática é indicada para casos de deformidade dento-esquelética, nos quais o tratamento ortodôntico somente não é capaz de corrigir as discrepâncias ósseas da maxila e da mandíbula. Sinais clínicos da presença dessas deformidades geralmente apresentam-se como uma mordida aberta, sorriso gengival, um queixo muito pequeno/grande, mandíbula "torta". O tratamento ortodôntico geralmente é necessário em conjunto com a cirurgia ortognática. Ele consiste numa fase ortodôntica pré-operatória, que visa o correto posicionamento dos dentes para cirurgia (18-24 meses), e uma fase pós-operatória de finalização ortodôntica (6-12 meses). Essa cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, com necessidade de 1 dia de internação, após o qual o(a) paciente recebe alta (o que acontece com a grande maioria dos pacientes após boa evolução pós-operatória). As incisões são feitas por dentro da boca, sem causar cicatrizes antiestéticas. A cirurgia ortognática consiste basicamente em “soltar” através de osteotomias a maxila, mandíbula, e/ou o mento (queixo) e, reposicionar e fixar esses segmentos com placas e parafusos de titânio. O objetivo da cirurgia é corrigir a deformidade dento-esquelética, melhorando a função e o encaixe dos dentes, e harmonizando a estética da face do paciente.




TRAUMA DE FACE


Trauma facial, também relatado como trauma maxilo-facial, trata-se de qualquer ferimento físico localizado na face, podendo afetar, consecutivamente, sua pele, gordura, músculos, nervos e ossos. Dentre os principais fatores etiológicos têm-se os acidentes automobilísticos, desportivos, de trabalho, quedas e agressões físicas. A fratura dos ossos da face pode resultar em problemas estéticos resultantes do deslocamento e mau posicionamento do osso e tecido mole, e funcionais, como desoclusão dos dentes, dificuldade de abertura bucal e mastigação, alteração da visão. A maioria das fraturas faciais é tratada cirurgicamente, através da redução (correção do posicionamento dos segmentos ósseos fraturados) e fixação com placas e parafusos (de titânio ou absorvíveis) no local da fratura. O objetivo do tratamento é restabelecer função e estética adequadas.




BICHECTOMIA


A Bichectomia é um procedimento cirúrgico em que se remove a gordura das bochechas (Bola de Bichat), reduzindo seu tamanho e deixando o rosto com um aspecto mais fino. Além do benefício estético, a bichectomia é indicada para pessoas que sofrem com a mordedura frequente das bochechas. O procedimento pode ser realizado no consultório, sob anestesia local, com duração aproximada de 40 minutos a 1 hora, através de pequenas incisões intraorais (1 cm), ou seja, os cortes ocorrem na parte interna da boca, sem cicatrizes aparentes na face. O pós-operatório costuma ser bem tolerado pela(o) paciente e com rápida recuperação (comparável com a extração de dentes do siso). Os resultados aperecem nos primeiros meses após a cirurgia.




HARMONIZAÇÃO FACIAL (botox e preenchimento)


- Toxina Botulínica A Toxina Botulínica (Botox) é aplicada no músculo e provoca o relaxamento da região. O botox para uso estético é indicado para prevenir rugas e suavizar as linhas de expressão do rosto, dentre elas as rugas frontais (testa), glabelares (entre as sobrancelhas) e periorbitais (pés-de-galinha). Os resultados começam a aparecer entre 2 e 3 dias após a aplicação, e duram em média 4 a 6 meses, podendo ser realizado novamente. - Preenchimento Facial O preenchimento facial é um procedimento não cirúrgico (minimamente invasivo) para embelezamento e rejuvenescimento da face. O ácido hialurônico, constituinte natural do nosso organismo, é a substância usada para esta finalidade. Ele pode ser utilizado para aumentar o volume dos lábios e do queixo, e suavizar rugas e linhas como o sulco nasolabial ("bigode chinês"), realçando e harmonizando a estética facial. O procedimento é feito no consultório, sob anestesia local tópica ou infiltrativa, e seus resultados duram em média 12 a 18 meses, podendo ser realizado novamente. - Lipólise enzimática da papada A Lipólise da Papada é um procedimento minimamente invasivo que visa reduzir a gordura localizada abaixo do queixo, através da aplicação local de ácido deoxicólico (enzima natural presente no organismo). O produto atua na queima de gordura e auxilia na flacidez da pele. São necessárias 4 a 6 sessões, com intervalo mínimo de 20 a 30 dias entre elas.




CIRURGIA PLÁSTICA PERIODONTAL / GENGIVOPLASTIA


- Sorriso Gengival Alguns pacientes, ao sorrirem, acabam mostrando muita gengiva. Essa exposição excessiva é conhecida como sorriso gengival e pode causar um grande desconforto, fazendo com que muitas pessoas deixem de sorrir. O sorriso gengival é identificado quando a exposição de gengiva é maior que 4 milímetros durante o sorriso, e pode ser causado por vários fatores, combinados ou não, dentre eles: hiperplasia gengival, lábio curto, excesso vertical ósseo da maxila, hiperatividade dos músculos elevadores do lábio superior e coroa curta dos dentes por erupção passiva alterada. As opções de tratamento variam entre gengivoplastia, cirurgia ortognática, aplicação de toxina botulínica (botox), dependendo da causa, e pode incluir mais de uma modalidade. - Retração Gengival A retração gengival, também conhecida como recessão gengival, acontece quando há uma redução da quantidade de gengiva que cobre o dente e exposição da sua raiz. Pode acontecer apenas em um dente ou em vários elementos na cavidade oral. Essa alteração acomete principalmente indivíduos que apresentam biótipo periodontal fino, o qual está presente na maioria da população, e que diminui a resistência da gengiva ao trauma e inflamação. Tem-se como causas da retração gengival: trauma por escovação inadequada, acúmulo de biofilme por falta de higiene, forças ortodônticas excessivas, genética, trauma oclusal, restaurações mal-adaptadas. A retração gengival resulta em problemas estéticos, sensibilidade dentária e dificuldade de higienização, que podem agravar o problema. Sendo assim, o tratamento recomendado é a cirurgia para recobrimento radicular, normalmente realizada com enxerto de tecido mole removido do próprio paciente, visando cobrir a porção radicular exposta e alterar o biótipo periodontal para uma gengiva mais espessa e resistente à retração.




DISPOSITIVOS DE ANCORAGEM ORTODÔNTICA


São dispositivos que ficam temporariamente fixos na maxila ou mandíbula, chamados de mini-implantes e miniplacas, utilizados como apoio para a realização de movimentos dentários na ortodontia. As principais vantagens da utilização destes dispositivos junto ao tratamento ortodôntico são a redução do tempo de tratamento, menor necessidade de colaboração do paciente, maior confiabilidade na mecânica empregada e possibilidade de maiores movimentações dentárias no tratamento de maloclusões de maior complexidade. Os mini-implantes são dispositivos de pequenas dimensões normalmente inseridos entre as raízes dentárias, e funcionam como ancoragem para movimentação de dentes individualmente ou um pequeno grupo de dentes. As miniplacas são dispositivos maiores, fixados com auxílio de parafusos, contendo uma extensão de suporte para movimentação ortodôntica. Na Ortodontia, quando pequenas forças ou pequenos movimentos são necessários, os mini-implantes são utilizados. Entretanto, quando há necessidade de maior ancoragem para movimentação de toda a arcada ou um grande grupo de dentes, são indicadas as miniplacas. Após a finalização da movimentação ortodôntica desejada, esses dispositivos são removidos com facilidade.




DENTES INCLUSOS - TRACIONAMENTO


Alguns dentes podem ficar retidos dentro do osso e não erupcionar na boca no período correto. A retenção dentária tem causas variadas, podendo acontecer devido ao mau posicionamento do dente (germe dental), falta de espaço na arcada dentária, presença de dentes supranumerários, processos patológicos como cistos e tumores, ou mesmo devido à perda precoce dos dentes “de leite” (decíduos). É necessária uma avaliação profissional para indicar a remoção ou tracionamento ortodôntico destes dentes. O procedimento cirúrgico-ortodôntico para recuperação de dentes retidos através do tracionamento dental apresenta-se como uma opção conservadora, que deve ser considerada no plano de tratamento das maloclusões. A cirurgia é realizada para acesso ao dente e colagem de um dispositivo, o qual será ligado ao aparelho ortodôntico para posterior tracionamento.




PATOLOGIA DOS MAXILARES


O cirurgião buco-maxilo-facial é o profissional de referência para o tratamento das lesões da cavidade bucal, tanto ósseas quanto de tecido mole, tais como cistos, tumores benignos, hiperplasias. O profissional realiza procedimentos de biópsia para diagnóstico da patologia e executa o tratamento para resolução da mesma.

Dentre as lesões benignas da cavidade bucal podemos citar os cistos, geralmente assintomáticos e descobertos através de radiografia de rotina nos consultórios odontológicos, que requerem diagnóstico e tratamento cirúrgico.

Portanto, é importante que os pacientes mantenham um acompanhamento regular com o dentista, através de check-up odontológico preventivo.




MENTOPLASTIA


A mentoplastia (cirurgia plástica do mento) é realizada para correção das diversas deformidades estéticas do queixo. O planejamento é iniciado através da análise facial que identifica e mensura as deformidades ântero-posterior (macrogenia= queixo proeminente, microgenia= queixo deficiente), vertical e/ou transversal (assimetria). Esta avaliação é complementada por exames de imagem (telerradiografia, tomografia), que auxiliam no diagnóstico e plano de tratamento. A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, através de acesso intraoral (sem "corte"/cicatriz na face) e osteotomia do mento, com reposicionamento adequado e fixação com placa e parafusos de titânio. O(a) paciente recebe alta hospitalar no mesmo dia, sem necessidade de internação.





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